Blog Kemp

Previous Next

Projetos em BIM: entenda o que são e como compatibilizar os processos

A Kemp Projetos e Gerenciamento é pioneira no Brasil na utilização da plataforma BIM em obras do varejo. O BIM é o mais avançado sistema de gestão de projetos de arquitetura e engenharia. Mas, afinal, o que é o sistema BIM e quais as suas aplicações?  

Diferente da forma convencional, baseada em modelos em duas dimensões, a metodologia BIM (do inglês, Building Information Modeling – Modelagem de Informações de Construção) permite que os projetistas trabalhem em um modelo central tridimensional. Uma espécie de canteiro de obra virtual, o projeto em BIM permite aos profissionais atuarem na modelagem e no gerenciamento de todas as etapas inerentes a uma obra. 

O método BIM inclui um conjunto de processos e tecnologias que permitem a representação digital das características físicas e funcionais de uma construção e o uso integrado de informações relativas a cada obra. Muito mais realísticos do que as metodologias 2D, os projetos em BIM facilitam a visualização de possíveis inconformidade e podem ser usados para planejar, projetar, construir e gerenciar infraestruturas.  

Como compatibilizar um projeto 

A adoção da metodologia BIM permite que os profissionais envolvidos trabalhem de forma simultânea, visualizando o que o outro está fazendo, assim quando cada um finaliza sua etapa o projeto está completo. Desta maneira é possível garantir que os processos sejam complementares e conexos, evitando eventuais interferências espaciais e garantindo eficiência e segurança até a conclusão do trabalho. Exatamente por isso, a participação, as contribuições e as informações dos diversos agentes são essenciais para a melhor visualização e gestão das etapas construtivas. Desta forma, é possível compatibilizar todas as etapas e processos de um projeto com maior assertividade. 

Conforme projeção do governo federal, a criação de modelos virtuais precisos das obras ainda em fase de projeto, a partir do uso da tecnologia BIM, deve ampliar a produtividade no setor de construção em 10% até 2028. Com o uso da tecnologia, a estimativa é de que 40% a 60% dos problemas gerados em uma obra possam ser previstos e evitados. 

Em 2021, o uso do método passará a ser obrigatório nas obras públicas realizadas no país, o que, segundo estimativa do governo, deve garantir uma queda de custos de 9,7% nas construções. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ainda mais otimista, prevê uma redução nos custos perto de 20%. 

Método BIM na prática 

Com o trabalho sendo executado de forma simultânea pelos membros da equipe e demais agentes envolvidos no projeto – engenheiros, arquitetos, projetistas, fornecedores, clientes etc. –, a adoção do conceito BIM baseia-se na colaboração e na multidisciplinariedade. 

Na prática, os projetos em BIM permitem a visualização dos processos, a evolução da obra e a sequência das diversas etapas, com análises e simulações muito mais dinâmicas do que os processos tradicionais em 2D. Por exemplo: à medida em que a edificação vai sendo construída, pode-se ver a parede subindo, e o mesmo se verifica em relação a todo o tipo de estrutura prevista, como encanamentos e fiações. 

Bastante usada em países como Reino Unido, Estados Unidos, México, Canadá, Rússia, China, Portugal, França, Chile e Argentina, a metodologia pode ser aplicada desde o projeto até a execução, chegando à fase de manutenção predial pós-obra e até à demolição. 

Não existe software BIM 

A adoção de modelos que permitem a visualização do projeto em três dimensões não significa a utilização do método BIM. Logo, o uso puro e simples de softwares como Revit, AutoCad 3D e ArchiCad não significa que o projeto foi feito com o método BIM. Além destes programas, há softwares de planejamento que permitem a simulação de canteiros de obra, nos quais pode-se prever a movimentação de equipamentos, otimizar a logística de materiais e até evitar acidentes. 

Um projeto em BIM inclui atributos de objetos e a possibilidade de alterar suas dimensões, processos que, quando realizados, refletem-se automaticamente nas variadas formas de exibição. A construção e a inserção de dados detalhados sobre as mais diversas características – e mais diversas fases – do trabalho é o que faz com que o projeto seja colaborativo, dinâmico, otimizando a comunicação entre os agentes que atuam no projeto, ou seja, configurem a aplicação no método BIM. 

Em seus projetos em BIM, a Kemp utiliza os softwares referência de mercado, e conta com recursos para arquitetura, engenharia de sistemas mecânicos, elétricos e hidráulicos, engenharia estrutural e construção. Mas o software é apenas parte do processo. A aplicação do BIM depende da atuação dos vários profissionais envolvidos, especialmente arquitetos, engenheiros e projetistas, na alimentação do modelo tridimensional com informações sobre as variadas etapas do projeto.